segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Luto por Jane Blauth

Jane Blauth via Ana Freire
É com pesar que informo a passagem da nossa querida bailarina, e grande mestra Jane Blauth (13/10/2012). Jane estava prestes a completar 75 anos no próximo mês de novembro de 2012.
Tive o prazer de homenageá-la com uma biografia, para isso, convivi com ela alguns meses, freqüentando o seu apartamento recheado de fotos, histórias e memórias.
Os depoimentos de professores
 e dançarinos do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, de São Paulo, da França e dos Estados Unidos, onde Jane Blauth estudou e dançou em inúmeras companhias de ballet, atestaram a excelência do seu trabalho.

Jane Blauth estudou dança com Tony Petzhold, Marina Fedossejeva, Tatiana Leskova, Eugênia Feodorova, Madame Biazebetti, Nina Vyroubova, Raymond Franchetti, Tatiana Piankova, Wilson Morelli. Atuou como bailarina no Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Théâtre d’Art du ballet, em Paris; Zürich Operhaus, Suíça; Companhia Brasileira de ballet; Ballet Stagium. Foi professora no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, do Ballet Stagium e no Teatro Municipal de São Paulo.

Contribuiu muito com a formação de bailarinos no Stúdio de Maria Cristina Fragoso, em Porto Alegre-RS.

Sua arte nos engrandeceu a todos. Minha sincera homenagem. Ana Freire





Jane Blauth estava doente a mais ou menos uns 5 anos, com Alzheimer, já nao reconhecia ninguém e nao se dava conta de mais nada. Ela estava num asilo e duas amigas bailarinas cuidavam dela - Cristina Fragoso e Simone Geremia. Ela foi enterrada sábado (13/10) as 17hs.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Passo a Passo no Diário Regional!

Saiu hoje no Diário Regional, uma matéria sobre nossa escola!

Quer conferir?

Acesse este link e vá até a Página A9!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

TIPOS E FORMAS DE TEATRO


Estudos Literários

O Ditirambo era uma das formas do teatro grego. Tinha como texto a poesia lírica, escrita para ser cantada por um coro de muitos membros e, por vezes, dançada. Realizava-se em cerimônias de homenagem ao deus Dionísio.
Pantomima é a arte de narrar com o corpo. Um tipo de teatro gestual, de origem grega. Na pantomima procura-se fazer o menor uso possível da palavra. Na Antiguidade Romana, eram erguidas enormestendas, com capacidade de abrigar quarenta mil pessoas, para as encenações de pantomimas. Utilizando-se da música, um ator mascarado representava todos os papéis.
O Entremés era um tipo de peça teatral de um só ato que se caracterizava pela comicidade e pela brevidade, pois a trama e o conflito eram mínimos. Os personagens oscilavam entre três e cinco e representavam as classes sociais baixas e populares em situações absurdas e grotescas a fim de provocar o riso fácil. A representação se dava nos intervalos dos atos de uma obra principal.
O Auto também é uma peça teatral em um só ato (auto), e de caráter predominantemente religioso, embora existam obras de temática profana e satírica, mas sempre com preocupações moralizantes. A princípio, eramrepresentadas em solenidades cristãs. Com o surgimento de grandes autores, o "auto" transcendeu essa finalidade, tornando-se gênero autônomo e de alto significado literário.
Os Milagres (dramas litúrgicos)  retratavam a vida da Virgem Maria, de Cristo, dos Santos, etc. Nas representações, por vezes, apareciam pessoas a quem os Santos ajudavam ou personagens da época, o que atraia grande interesse público. Com o decorrer do tempo os milagres (ao contrário dos mistérios e das moralidades) não sofreram alterações no conteúdo e na forma de representar, mantendo sempre a forma original, o que levou ao seu abandono progressivo.
Os Mistérios (dramas litúrgicos) tinham como tema principal as festividades religiosas descritas nas Sagradas Escrituras. O Natal, a Paixão, a Ressurreição, a Páscoa, eram os episódios mais frequentemente representados. Às vezes, estas representações duravam vários dias. No início da Idade Moderna, misturou-se, abusivamente, o litúrgico e o profano, o que levou a Igreja proibir a representação dos mistérios.
As Moralidades (dramas litúrgicos) debatiam a questão religiosa sob a ótica do comportamento e do destino final do homem. Tinha um caráter mais intelectual do que os mistérios e os milagres. Em vez de utilizar as personagens da Bíblicas, servia-se de personagens alegóricas como a Luxúria, a Avareza, a Esperança, a Guerra, entre outras. Essas figuras personificavam defeitos, virtudes, acontecimentos, etc., com a intenção de transmitir lições morais e religiosas, e até, por vezes, políticas. Raramente continham sátiras ou pretendiam levantar polêmicas. Mais do que todos os outros tipos de teatro, a moralidade pode ser considerada um grande passo em direção ao teatro moderno.
O Teatro de feira (La foire Saint-Germain) eram espetáculos teatrais desenvolvidos dentro das feiras populares que aconteciam ao redor da Abadia de Saint-German-de-Prés e da igreja de Saint Laurent, em Paris, e mais tarde da igreja de Saint-Ovide, nos séculos XVII e XVIII. Como ainda não havia luz elétrica, o espetáculo era representado durante o dia, por volta das cinco horas, dando tempo suficiente para que a plateia retornasse as suas casas. Durava, em geral, de três a cinco semanas, em torno da Páscoa. A partir do século XVIII, passou a ter seu início, invariavelmente, em fevereiro durando até o domingo de Páscoa. O programa diário constituía-se de peças curtas e entretenimento variado, assim como poderia incluir uma peça longa seguida de uma farsa. A música era parte constante de todos os espetáculos.
O Mambembe era uma companhia de teatro que ia de cidade em cidade, em carroças, que além de servirem como casa, carregavam os cenários, os figurinos, a maquiagem, etc. Os atores e atrizes eram chamados de saltimbancos ou trupes. Representavam peças cômicas ou dramáticas. Perseguidos pela Igreja e sendo tratados como foras da lei, os saltimbancos começaram a usar máscaras, para não serem reconhecidos. Uma tradição que descende diretamente dos saltimbancos é o circo.
Os Sermões Burlescos eram monólogos breves recitados por atores ou jograis mascarados com vestes sacerdotais.
A Commedia dell'arte era uma forma popular de representação teatral marcada pela improvisação, comicidade e emprego de personagens fixos. Surgiu na Itália no século XVI e difundiu-se pela Europa ao longo dos 200 anos seguintes.
A Comédia Burlesca ridicularizava, por meio da paródia, da sátira ou da caricatura, as instituições, costumes e valores sociais. Originalmente, parodiava textos clássicos, como as epopeias, utilizando uma linguagem zombeteira e exagerada que tinha como finalidade ridicularizar a obra.Tem-se que a comédia burlesca originou-se a partir da Comédia Dell'arte italiana.
O Vaudeville é uma comédia entremeada de árias. Fundamente-se quase que exclusivamente na intriga e no efeito provocado pelos equívocos, despertando a graça.
A Sottie (de sot = bobo) era uma breve sátira (construtiva), geralmente de índole política, encenada por personagens simbólicos: o parvo (tolos), o truão (vagabundo ou palhaço) ou o bobo. Às vezes os tipos tinham autenticidade e eram até psicologicamente bem construídos.
A Farsa era também uma sátira, mas diferentes das sottie, porque não tinha intentos políticos. Somente representava os defeitos, as fraquezas e os acontecimentos cômicos da vida das pessoas. Histórias de clérigos e feiras eram muitas vezes aproveitadas para pequenas farsas. Era um espetáculo teatral cem por cento popular.
Teatro de Sombras - antiga arte do teatro Oriental. As sombras são feitas com as mãos ou mesmo com papéis, numa sala escura, à luz de uma vela, de uma lanterna ou de uma lâmpada. Os atores fazem as sombras falarem, dançarem e cantarem.
O Teatro Nô - tradicional forma teatral japonesa baseada na narração de antigas histórias por meio de movimentos e danças. Surgido no século XIV.
O teatro Kabuki é um gênero de teatro popular japonês, caracterizado pela combinação de música, dança, mímica, encenação e figurinos.
O Teatro de Revista é um gênero de espetáculo teatral que combina números de música, dança e humor. Muito popular no Brasil nas décadas de 1930 e 1940.