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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Passo a Passo no Diário Regional do ABC

É com muita alegria que a Passo a Passo anuncia que foi notícia do Diário Regional do Grande ABC.

Graças a Aline Melo, a escola contou um pouco sobre sua situação atual.

Confira a matéria abaixo ou no link aqui



Tradicional escola de balé de Diadema busca nova sede

19/08/2017 5:14
Escola Passo a Passo continua recebendo convite para
apresentações apesar de estar fechada. Foto: Divulgação

A escola de balé Passo a Passo, que já existe em Diadema há 14 anos, passa por um grande processo de reestruturação para retomar as aulas. Sem uma sede própria desde junho, os professores têm se esforçado para continuar as aulas em espaços cedidos pela prefeitura, mas sonham com o retorno ao endereço próprio.
A presidente da escola, Luiza Candida Gentile, relata que a situação foi se agravando com o passar dos anos. “Até 2014 nossas aulas eram gratuitas. Chegamos a ter quase 300 alunos”, lembrou. Os repasses da prefeitura foram diminuindo, os patrocínios também, e a escola passou a cobrar uma mensalidade, ainda ofertando bolsas para alunos carentes.
“Nos mudamos para um lugar menor, mas os alunos foram desistindo, muitos por conta da mensalidade. Em junho tivemos que entregar o espaço e agora tentamos manter os ensaios onde é possível”, afirmou. Segundo Luiza, a Passo a Passo é a única escola em Diadema que oferecia formação profissional aos alunos.
“Nunca fomos uma academia. Somos uma escola de formação de bailarinos, muitos dos nossos ex-alunos hoje são professores ou integram companhias e vivem profissionalmente da dança”, destacou. “O país passar por um momento muito difícil, mas a verdade é que no Brasil, investir em cultura não é uma prioridade”, lamentou.
“Estamos tentando de todas as formas . Apesar de estarmos fechados, ainda recebemos muitos convites, porque somos uma escola muito premiada”, afirmou a presidente. A escola está com uma campanha na internet para angariar fundos para uma nova sede. Informações no link www.kickante.com.br/campanhas/tudo-se-conquista-com-nova-passo-passo ou pelo e-mail projeto.passoapasso@yahoo.com.br.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Passo a Passo no Diário Regional!

Saiu hoje no Diário Regional, uma matéria sobre nossa escola!

Quer conferir?

Acesse este link e vá até a Página A9!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Morre o ex-bailarino e Coreografo Richard Graun


O ex-bailarino Richard Cragun, de 67 anos, morreu na manhã desta segunda-feira após sofrer uma convulsão. Ele estava internado no Hospital Rio Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. "Richard foi um dos melhores bailarinos do mundo, do nível de Rudolf Nureyev. Mesmo depois de separados, éramos os melhores amigos, podia ligar para ele a qualquer hora", disse emocionada Marcia Haydee, ainda envolvida com os preparativos para a cremação do artista, que deverá ocorrer amanhã, no Crematório do Caju.
Márcia foi casada - não no papel, mas na vida - por 16 anos e conviveu com Cragun por 36 anos. "Se fiz uma carreira da forma como aconteceu, foi por ter estado todo esse tempo ao lado dele", lembra a grande bailarina brasileira, hoje com 75 anos. Quando ela deixou a direção do Balé de Stuttgart, em 1996, Cragun seguiu para o Teatro de Berlim, depois se mudou para Curitiba e finalmente para o Rio de Janeiro, onde dirigiu a Companhia de Balé do Teatro Municipal, de 2003 a 2004. 
Richard Cragun morreu nesta segunda-feira
Richard Cragun morreu nesta segunda-feira
"Sua importância artística foi muito grande. Quando começou em Stuttgart, era coreógrafo e empurrou os bailarinos para um protagonismo até então inexistente, eles deixaram de ser meros coadjuvantes das bailarinas", destacou Márcia. 
"Sua importância artística foi muito grande", disse Haydee
"Sua importância artística foi muito grande", disse Haydee
Em 2005 Cragun sofreu um acidente vascular cerebral. Ele sofria de Aids e houve uma incompatibilidade entre os remédios do coquetel com um anticonvulsivo. O bailarino faleceu por causa de uma septicemia e de problemas respiratórios. Segundo Márcia, em maio ele estava muito bem, feliz, remontando A Megera Domada, em Curitiba. "Fui visitá-lo no último sábado e ele já estava dopado, não voltamos a nos falar", lamentou.
Amigos lamentam a morte do ex-bailarino na internet: "A todos os amigos e àqueles que amam o balé, um dia muito triste. Richard Cragun faleceu esta manhã", escreveu a amiga e professora de dança Rosália Verlangieri, no Facebook.
Cragun nasceu no dia 5 de outubro de 1944, em Sacramento, na Califórnia.





domingo, 26 de junho de 2011

Por um futuro blue - Passo a Passo marcando presença no Jornal Diário do Grande ABC

Filhos de uma geração que se mostra ou insatisfeita ou pouco participativa no processo cultural, muitos jovens da região, encarando suas carências, estão dispostos a supri-las. Com os pés nas ruas, à frente dos computadores, correndo atrás de algum apoio ou fazendo perseverar seu trabalho à revelia das políticas culturais, eles estão nos primeiros passos dos muitos que darão para conseguirem ser artistas regionais e só dependem dos seus trabalhos, e da valorização deles, para estarem felizes.

O Diário listou alguns dos personagens que agitam diferentes locais e linguagens.


Patrimônio à mão de todos
Douglas Negrisolli, 26 anos, historiador de arte, Santo André
Negrisolli começou a se encantar com as artes plásticas aos 16, mas foi recentemente que descobriu a própria cidade. Não demorou a descobrir que o município abriga riqueza do seu gênero preferido: o Salão de Arte Contemporânea.

Para incrementar a faculdade de história, resolveu se especializar na área artística. O tema do seu mestrado é o salão.

Como curador, tem cinco exposições no currículo. A última, sobre o cenógrafo da Vera Cruz Pierino Massenzi, feita a pedido da família do artista.

Muitas tentativas de diálogo com o poder público, principalmente para agitar exposições em equipamentos municipais, foram frustradas. "Não tenho mais interesse em discutir cultura só por discutir. As pessoas precisam entender que não há investimento na área sem dinheiro", conta ele, que já integrou o Conselho Municipal de Cultura.

Uma das brigas compradas pelo historiador é pelo direito de obter acesso ao acervo de todas as edições do salão, catalogá-lo e transformar em registro a história desse patrimônio cultural. "Faz três anos que peço, e não consegui. O acervo não é catalogado. Para escrever a história, preciso do material. Meu projeto ficará cheio de lacunas. O acervo, se fica no porão, não serve para ninguém. Tem de estar disponível, para que seu valor mostre a amplitude cultural que a cidade é capaz de ter."


Dando a cara para tocar
Celso Júnior, 20 anos, músico e estudante, Mauá
Guitarrista e vocalista da banda de rock Liquid Dookie, Júnior nunca se furta em pedir espaço para mostrar seu som. Foi assim que chegou às Quartas Musicais, projeto municipal mauaense. De lá, começa a ver surgir oportunidades de angariar público. No dia 3, a banda está convidada a participar da festa junina da cidade. "Fazendo os shows do Quarta, já criamos uma história, levantamos público e material para mostrar", diz.

Estudante de arquitetura, ele conta que precisa trabalhar paralelamente para fazer o sonho de ser músico dar certo. "Queremos gravar nosso primeiro disco. Tudo que registramos foi quebrando cofrinho e enchendo o saco dos pais. Sempre vamos ao estúdio com dinheiro contado para gravar uma música só."

O foco do grupo é aperfeiçoamento e busca por identidade. "Nosso esforço é fazer algo diferente e bom, chamar atenção. Decepções a gente tem, portas fechadas também, mas sempre que abrem espaço para a gente, é uma felicidade que compensa tudo", declara.


Arte da divulgação
Elsa Villon, 22 anos, estudante, São Bernardo
Como escolheu o jornalismo, Elsa sabe que cultura não é só arte. É também divulgação, ciclo de recomendações que fomenta interessados e agita acontecimentos.

Seu papel é divulgar arte. Blog, redes sociais e o site em que trabalha na Capital, todos servem como ferramenta de disseminação cultural regional.

"A internet, hoje, é crucial. Você consegue reunir pessoas, conhecer artistas e disponibilizar material. É a prova de que muitas iniciativas podem acontecer por uma ideia, várias pessoas podem se unir", conta Elsa.

Para ela, a região não é tão carente de programação. Há quem fique de fora do bolo simplesmente por não saber. "As programações são mal divulgadas. Às vezes, as agendas ficam restritas aos portais das prefeituras, que não são todos que acessam. Deveriam agregar contatos pelas redes sociais."

Ela lamenta o restrito mercado para a comunicação na região. "Cabe a quem se interessa divulgar. É o que faço."

Em julho ela integrará a Operação Tuiuti do Projeto Rondon, que viaja para Porto Esperidião, no Mato Grosso, em ação de inclusão que leva desenvolvimento social em áreas precárias do Brasil. "Propus um projeto de comunicação. A cidade tinha uma rádio ilegal que foi fechada. Quero pôr em ação projeto de integração educacional e cultural, estreitando as relações entre a zona rural e a urbana. Eles têm diversos eventos, mas dificuldade em disseminá-los."

Dançando contra obstáculosTamires Reis, 18 anos, dançarina, Diadema

Com DRT tirado há uma semana, a bailarina Tamires, apesar de parecer no início da estrada, já soma longo caminho no mundo da dança clássica.

Desde 2002, participa da associação Passo a Passo, ONG de Diadema. Antes, fez todas as oficinas de dança que pôde. Hoje, ela recebe o pouco salário que a ONG pode lhe pagar em troca das aulas que dá para crianças.

A formatura coincide com a fundação da Companhia Passo a Passo, que possibilita que novos artistas batalhem pela dança. "Agora nos preocupamos mais com trabalhos, patrocínio, projetos e festivais", conta.

No tempo livre, Tamires gosta da Biblioteca Interativa e do Teatro Clara Nunes. O problema da sua cidade, diz, são as vacâncias nas oficinas e projetos culturais. "Diadema tem 32 Pontos de Cultura, mas tem muita gente que não sabe o que é dança, teatro, não se interessa em ler".

A ONG está prestes a perder um dos seus principais patrocinadores. Isso a preocupa, mas não a esmorece. "Somos autossustentáveis, temos alguns prejuízos e muito trabalho para cobri-los, vendendo rifas, produtos de revistas. Lutamos com paixão e por acreditarmos no nosso potencial."

A região para filhos artistas
Alba Brito, 24 anos, atriz e cantora, Santo André
Alba tinha 12 quando comungou com o teatro pela primeira vez. Já estudava a arte, mas a exibição de 'Nossa Cidade', da Escola Livre de Teatro de Santo André, a tocou profundamente.

"Eram os bolinhos de chuva que serviam", conta sorrindo, lembrando que a iguaria era parte da cena e fazia com que ela sentisse se alimentar de teatro.

Aos 16, foi para a ELT, onde passou sete anos. Lá, em 2008, estreou o projeto Cantarilhos, com o qual tem se apresentado, após aprovação do Fundo Municipal de Cultura.

Em contrapartida, ofereceu oficinas. "Na justificativa, falei da minha relação com a cidade. Já colhi tanto, por que não plantar e gerar frutos por aqui?"

Para ela, a relação dos artistas com a cidade é traumática. "Há uma subvalorização dos artistas regionais pelas pessoas que vivem aqui, como se menosprezassem algo que é parecido."

Alba militou em favor da cultura, mas hoje prefere distância. Um modelo bom de política cultural, para ela, são os editais de ocupação. "São mais transparentes. Disponibilizam espaço, apoio e você inscreve seu projeto. O artista precisa sobreviver na sua cidade, sem assistencialismo, mas com valorização."

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Entidade ensina balé a crianças e jovens carentes

Há oito anos, a Associação Passo a Passo de Diadema ensina balé a crianças e jovens carentes. São 173 alunos atendidos, enquanto outros 348 aguardam em fila de espera. Para continuar o ensino e o trabalho não parar, a entidade precisa de novos patrocionadores.
Desde quando começou, se mantém com verba de grande empresa privada de Mauá, que prefere não aparecer, mas que deixará de bancar o trabalho em novembro. Outro montante (30%) vem da Prefeitura. Desde 2010, a associação se tornou Ponto de Cultura, do Ministério da Cultura, que apoia financeiramente ações de impacto sociocultural na comunidade.
"Mesmo assim, precisamos de patrocinadores, de preferência da iniciativa privada. Buscamos a autossustentação, mas até lá precisamos manter o projeto vivo", afirmou Luiza Gentile, professora de dança e idealizadora do projeto. A idade, ela esconde a sete chaves. "É uma maneira de estimular o imaginário das crianças", brincou Luiza.
Para alcançar a autossustentabilidade será anunciada dia 16, durante apresentação do espetáculo Eruditos, às 20h, no Teatro Clara Nunes, a criação da Cia. Passo a Passo de Dança, com objetivo de montar espetáculos que possam ser cobrados. Além disso, programam vender peças de roupas e acessórios para balé.
Atualmente, cinco professores voluntários se revezam na sala de aula. Outras três meninas prestes a se formar atuam como estagiárias, recebendo R$ 100 por mês . São oito aulas diárias, de segunda-feira a sábado.
O embrião da Passo a Passo surgiu em 1999, quando Luiza foi convidada a ensinar dança clássica nos centros culturais do município. Em 2002, quando o trabalho terminou, ela não se conformou e descobriu uma maneira de mantê-lo: criando uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). "Descobri qual é minha missão ao visitar o local onde moram. Vi a diferença que fazemos na vida dessas crianças", disse a bailarina, emocionada.
A diretora Zandra Teixeira, 57 anos, lembra da dificuldade dos atendidos de se manterem no projeto. "Muitas precisam deixar o trabalho ao fazer 14 anos para ajudar os pais no sustento da casa, ou engravidam", lamentou Zandra.

Escola forma profissionais e desperta consciência
Quando fundaram a Passo a Passo, Luiza Gentile e Zandra Teixeira pensavam que se conseguissem formar uma pessoa já teria valido a pena. Neste ano, dez meninas da primeira turma se formam.
Cinco delas estão no mercado de trabalho, como Jenifer Alves e Joice Amorim, ambas com 16 anos, nascidas em São Bernardo e criadas em Diadema. Nunca imaginaram que um dia o sonho de viver da dança se concretizaria. "O conhecimento que adquirimos nesses anos vai muito além do balé. Participamos da produção dos espetáculos, pesquisamos, vivemos novas experiências", comentou Jenifer.
Luan da Silva Menezes, 19, e Matheus Sevarolli, 16, também fazem parte do grupo e afirmam que sem a dança não venceriam a timidez.
"Era muito tímido e a dança me ajudou a me expressar mais e ser menos tímido", disse Luan, que há sete anos estuda balé e quer se profissionalizar. As declarações refletem a proposta do projeto: desenvolver a consciência individual e elevar a autoestima.

obs: Matéria do Jornal Diário do Grande ABC, na sessão SeteCidades do dia 7 de Junho de 2011.